Confirmando o Protagonismo Paranaense
A próxima edição da mostra Cine que Une, promovida pelo Museu da Imagem e do Som do Paraná (MIS-PR), trará à tona a produção audiovisual independente em uma vitrine nacional, agendada para a segunda quinzena de maio. Com um total de 37 obras selecionadas dentre mais de 200 inscrições, o evento destaca o Paraná, especialmente Curitiba, que se destaca com nove produções, enquanto Foz do Iguaçu marca presença com um curta-metragem.
Esta mostra faz parte da programação da Semana Nacional de Museus, organizada pelo Instituto Brasileiro de Museus. O evento promete reunir obras de diversas regiões do Brasil, explorando uma gama de propostas que vão desde documentários e ficções até produções experimentais. A curadoria dividiu os trabalhos em quatro eixos temáticos: Arquivo e Reconciliação, Conexão Digital, Encontros de Gerações, e Fronteiras e Travessias, permitindo assim, uma variedade de interpretações sobre a realidade brasileira contemporânea.
Curitiba e a Força do Audiovisual Paranaense
Na seleção do evento, Curitiba se destaca não apenas pela quantidade, mas também pela diversidade das produções apresentadas em diferentes categorias. A cidade reafirma seu papel central no circuito audiovisual independente do país. Foz do Iguaçu, por sua vez, terá a exibição do curta “Agua de Estrellas Rojas”, dirigido por Catalina Perea Urbano. A obra, inserida no eixo Fronteiras e Travessias, aborda temas como deslocamentos e identidades, além de experiências relacionadas ao território.
A presença de obras de cidades como Vitória da Conquista, Brasília, Rio de Janeiro, São Paulo e Salvador evidencia a abrangência nacional da mostra. Os filmes selecionados variam em duração, entre dois e 70 minutos, e apresentam uma diversidade temática que abrange desde memórias familiares até questões sociais, políticas e culturais relevantes no cenário atual.
Um Espaço de Circulação Cultural
Essa iniciativa reforça a função do museu como um espaço de difusão de conteúdos contemporâneos, ampliando o acesso do público a produções que muitas vezes não encontram espaço no circuito comercial. Além disso, ao fazer parte da Semana Nacional de Museus, a mostra promove uma maior conexão entre o audiovisual e as instituições culturais, incentivando um diálogo enriquecedor com diferentes públicos.
A programação completa, que incluirá datas e horários das exibições, será divulgada em breve nos canais oficiais do museu, permitindo que todos se programem para não perder a chance de apreciar essas obras inspiradoras.
Confira as obras selecionadas:
- Eixo: Arquivo e Reconciliação
- “Galeria Precária” – Caroline Paixão Donaton – Curitiba – 2 min
- “O Samba no Ritmo do Tempo” – Bernardo William Mariano Rodrigues – Curitiba – 6 min
- “Mande me avisar se é em casa ou na igreja” – Rafael Guilherme Waltrick – Curitiba – 7 min
- “Diálogo Bulbul” – Yan Victor Barros Altino – Vitória da Conquista/BA – 7 min
- “Sinfonia Revirada da Alvorada” – Caio Clímaco – Brasília/DF – 7 min
- “Os monóculos da minha avó” – Ana Paula Silva Torres – Curitiba – 9 min
- “Cápsula” – Victor Aparecido Lopes – Juatuba/MG – 14 min
- “Madeira Viva” – Henrique Amud – Rio de Janeiro/RJ – 19 min
- “A Cachoeira” – Filipe Brito Gama – Vitória da Conquista/BA – 20 min
- “O Olhar de Anton” – Glória Albues – Cuiabá/MT – 20 min
- “Amarelo Limbo” – Monica Eiko Ogaya – Jales/SP – 20 min
- “Cor” – Mário José Mixo Silvestre – Nova Iguaçu/RJ – 25 min
- Eixo: Conexão Digital
- “Nunca Estarei Lá” – Rodrigo Ferreira Campos – Mogi das Cruzes/SP – 28 min
- “Nação Hip Hop: Cultura de Rua” – Henrique Amud – Rio de Janeiro/RJ – 16 min
- “Tempo” – Clara Bemfica de Faria Teixeira – Betim/MG – 5 min
- “O fim da imagem” – Lucas Gomes da Silveira – Curitiba – 15 min
- “Normalidade” – Paulo dos Santos Cardoso Neto – São Paulo/SP – 14 min
- “Rita Moreira: crônicas, memórias e videotape” – Sérgio Santos Barroso – Curitiba -– 70 min
- Eixo: Encontros de Gerações
- “Meu e Seu” – Gabriel dos Santos Freire – Salvador/BA – 7 min
- “Junção de Átomos” – Fernando Bittencourt de Freitas Zandoná – Carapicuíba/SP – 11 min
- “A Casa Amarela” – Lucas Gomes da Silveira – Curitiba – 14 min
- “Meu Pai e a Praia” – Marcos Alexandre Dantas Rodrigues – Salvador/BA – 15 min
- “O Barco” – Rodolpho Desiderá Pinotti – São José dos Campos/SP – 17 min
- “O Ponto do Mel” – Pedro de Aboim Lessa – Crato/CE – 20 min
- “Comunhão” – Roberta Brandão Lopes – São Paulo/SP – 23 min
- “Um Filme de Ficção” – Fernando Oikawa Garcia – Campinas/SP – 24 min
- “A Tempestade” – Diego Goulart Müller – Porto Alegre/RS – 25 min
- Eixo: Fronteiras e Travessias
- “Agua de Estrellas Rojas” – Catalina Perea Urbano – Foz do Iguaçu – 3 min
- “Escudo” – Cauê Santiago e Andrey Haag – São Vicente/SP – 8 min
- “Talvez o Vento Saiba seu Nome” – Alexis Korff Muller – São Paulo/SP – 14 min
- “Desvios Naturais” – Rafaella Narciso – Joinville/SC – 14 min
- “Pai, volta logo!” – Franceli Aparecida Franco Moro – Jales/SP – 15 min
- “A Canção do Asfalto” – Pedro Giongo Araujo – Curitiba – 16 min
- “Sob Luzes de Carbono” – Enzzo Mallcon Gomes Gonçalves – Minas Gerais – 20 min
- “A Terra das Estrelas Distantes” – Felipe Aufiero Fonseca – Curitiba – 20 min
- “Maremoto” – João Banhara – São Paulo/SP – 23 min
- “Ava Kuña, Aty Kuña; mulher indígena, mulher política” – Julia Coimbra Martin – Jundiaí/SP – 25 min

