Especialistas do MEC em Ação
Após um trágico ataque a tiros em uma escola no Acre, o Ministério da Educação (MEC) confirmou o envio de profissionais capacitados para atuar em situações de crise. O anúncio foi feito pelo ministro Leonardo Bachini, que comunicou a novidade por meio das redes sociais. Ele destacou que durante a conversa com a governadora Mailza Assis, colocou toda a equipe do MEC à disposição para auxiliar a comunidade afetada.
O foco imediato, segundo o ministro, é proporcionar o devido cuidado à comunidade escolar, priorizando o suporte às vítimas, seus familiares, além dos profissionais da educação e alunos. “Estamos assegurando apoio psicossocial e condições para um processo responsável em busca da vida, paz e proteção das comunidades escolares”, declarou Bachini.
Iniciativa Escola que Protege
Leia também: Concursos de Educação 2026: Mais de 24 Mil Novos Cargos Disponíveis!
Fonte: odiariodorio.com.br
Leia também: Saúde na Escola: MEC e MS promovem prevenção ao diabetes em evento nacional
Fonte: amapainforma.com.br
Vale ressaltar que o Programa Escola que Protege, lançado em 2024, tem como objetivo fortalecer as redes de ensino no combate à violência nas escolas. Esta iniciativa inclui formação continuada para profissionais da educação e incentiva a criação de planos estratégicos para lidar com situações de emergência. O programa também se compromete a oferecer suporte às redes de ensino em casos de ataques graves, promovendo uma cultura de paz e convivência democrática.
O Ataque e suas Consequências
O ataque ocorreu no Instituto São José, onde duas servidoras identificadas como Alzenir Pereira da Silva, de 53 anos, e Raquel Sales Feitosa, de 37, perderam a vida. Outras pessoas também ficaram feridas, incluindo uma funcionária que foi baleada no pé e uma aluna de 11 anos que levou um tiro na perna. Segundo informações do governo do Acre, todos os feridos foram rapidamente encaminhados para o pronto-socorro.
As aulas na rede pública foram suspensas até sexta-feira (8), enquanto ambulâncias do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) prestaram assistência no local. As polícias Militar e Civil, juntamente com a Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) e o Instituto Médico Legal (IML), foram acionadas para atender a ocorrência. A polícia já identificou o suspeito do ataque como um aluno de 13 anos da própria escola, que foi apreendido após os disparos.
As Repercussões do Ataque
Conforme apurado, o arma utilizada no ataque pertence ao padrasto do adolescente, que foi detido pela PM-AC. Informações de testemunhas revelaram que os alunos do turno da tarde estavam em aula quando ouviram os disparos, e muitos deles se jogaram no chão, tentando se proteger e se organizar em barricadas improvisadas com cadeiras.
Mais tarde, o governo informou que a aluna de 11 anos e outra funcionária que recebeu atendimento após serem baleadas já receberam alta do Pronto-Socorro de Rio Branco. A menina passou por avaliação médica e psicológica, e felizmente não sofreu fraturas.
Transparência e Investigações em Andamento
Uma coletiva de imprensa foi convocada pela Secretaria Estadual de Justiça e Segurança Pública (Sejusp) para esclarecer os detalhes do ataque. Durante a coletiva, a coronel Marta Renata, comandante-geral da PM-AC, explicou que a primeira equipe foi mobilizada após a comunicação de emergência via grupo de mensagens, mas ao chegarem ao local, o adolescente já havia deixado a escola. O jovem se entregou cerca de 550 metros do colégio.
O delegado-geral da Polícia Civil do Acre, Pedro Paulo Buzolin, mencionou que o celular do aluno foi confiscado e a Justiça autorizou o acesso aos dados do aparelho para auxiliar nas investigações. Ele ressaltou que a polícia está investigando duas frentes: uma focada no ato infracional cometido pelo adolescente e outra para verificar a responsabilidade do padrasto pela guarda inadequada da arma.
Enquanto isso, o governo e as autoridades locais se mobilizam para garantir a segurança e o bem-estar da comunidade escolar, em um momento tão delicado e desafiador.

