Casos de Mpox no Rio de Janeiro aumentam significativamente
O Rio de Janeiro confirmou 211 casos de Mpox até o último domingo (1º.nov.2026), segundo informações do Centro de Informações Estratégicas e Resposta de Vigilância em Saúde (Cievs-RJ). O número representa um crescimento de 77% em relação a 2025, quando foram registrados 119 casos da doença.
A Secretaria de Estado de Saúde do Rio de Janeiro (SES-RJ) acompanha de perto a situação e informa que existem outros 119 casos suspeitos em investigação. A capital fluminense também apresentou alta expressiva: nos últimos dois meses, 74 infecções foram confirmadas, comparadas a apenas 10 no mesmo período do ano anterior, conforme dados do Observatório Epidemiológico do município do Rio.
Pedido por ampliação da vacinação e alerta sobre diagnóstico precoce
Na sexta-feira (30.out), o deputado federal Daniel Soranz (PSD-RJ), que já foi secretário municipal de Saúde do Rio e preside a Frente Parlamentar da Vacina no Congresso, usou seu perfil no X para solicitar a ampliação da vacinação contra a Mpox. Ele ressaltou que, apesar de já termos enfrentado momentos mais críticos, é fundamental manter a atenção para o diagnóstico precoce da doença.
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Transmissão, sintomas e formas de prevenção da Mpox
A Mpox é causada pelo vírus monkeypox e se transmite principalmente pelo contato direto e prolongado com lesões na pele de pessoas infectadas. A transmissão também ocorre por meio de gotículas respiratórias durante conversas próximas e pelo contato com fluidos corporais. Objetos e superfícies contaminadas, como roupas de cama e toalhas, podem ser fontes de contágio.
Os primeiros sintomas costumam surgir entre 3 e 21 dias após a exposição ao vírus. Os sinais iniciais típicos incluem febre, dor de cabeça intensa, dores musculares e nas costas, aumento dos gânglios linfáticos, calafrios e cansaço extremo. Após alguns dias de febre, aparecem lesões na pele que evoluem de manchas para bolhas, que formam crostas antes de cicatrizar. A fraqueza também é um sintoma comum.
Recomendações da Secretaria de Saúde para evitar o contágio
A SES-RJ orienta evitar contato físico direto com lesões na pele ou mucosas de pessoas suspeitas ou confirmadas com Mpox, assim como relações sexuais enquanto persistirem os sinais da doença até avaliação médica. Não compartilhar objetos pessoais como roupas de cama, toalhas ou vestimentas é fundamental para impedir a propagação.
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Também é importante buscar atendimento médico ao identificar lesões suspeitas, principalmente nas regiões genital, anal, oral ou em outras partes do corpo, acompanhadas ou não de febre e aumento dos linfonodos. Em caso de confirmação ou suspeita, deve-se seguir as orientações de isolamento e acompanhamento dos serviços de saúde até que as lesões cicatrizem completamente, formando uma nova camada de pele.
Por fim, a vacinação contra a Mpox está disponível pelo Sistema Único de Saúde (SUS) para grupos específicos, conforme as diretrizes do Ministério da Saúde. Procurar informações sobre a imunização pode contribuir para a prevenção e controle da doença.

