Entendendo a Disbiose Intestinal
A disbiose intestinal tem se tornado um assunto recorrente nas redes sociais, atraindo a atenção de muitos que querem se informar sobre sua saúde digestiva. Neste contexto, são cada vez mais frequentes as discussões sobre inflamações, distúrbios e síndromes que impactam o sistema digestivo. Com o aumento da conscientização, muitas pessoas se perguntam: será que estou enfrentando algum desses problemas?
Celebridades também têm contribuído para esse debate, compartilhando experiências pessoais que ajudam a desmistificar a condição. A atriz Mônica Iozzi, por exemplo, já revelou ter lidado com questões ligadas à disbiose intestinal. O mesmo ocorre com a influenciadora Gabi Brandt, diagnosticada com SIBO (supercrescimento bacteriano no intestino delgado), uma condição que também afeta o funcionamento do sistema digestivo.
Sintomas da Disbiose Intestinal
Os sinais de um possível desequilíbrio na microbiota intestinal incluem inchaço abdominal constante, gases excessivos, diarreia ou constipação, dor abdominal, sensação de má digestão, fadiga frequente e alterações no apetite. Mônica Iozzi, por exemplo, chegou a se afastar das redes sociais e de compromissos profissionais devido a complicações sérias decorrentes de seu quadro. Em declarações feitas em 2023, ela comentou: “Eu tive esse quadro em um nível bem sério, o que fez com que meu sistema imunológico ficasse muito enfraquecido, resultando em infecções recorrentes a ponto de eu ter que deixar a novela que estava escalada”.
Em busca de esclarecimentos sobre a disbiose intestinal, conversamos com Ithalo Rodrigo, médico proctologista e especialista em cirurgia do aparelho digestivo, que explicou mais sobre a condição e suas implicações.
O que é a Disbiose Intestinal?
A disbiose intestinal refere-se ao desequilíbrio da microbiota, o conjunto de micro-organismos que habitam o intestino humano. Esse desequilíbrio pode ocorrer devido a alterações na composição ou função da microbiota, afetando o equilíbrio natural do organismo. Com o avanço dos estudos científicos, tem-se evidenciado a importância da microbiota no desenvolvimento de doenças como Doença de Crohn, síndrome do intestino irritável, obesidade, diabetes e até alguns tipos de câncer.
A disbiose pode ser classificada de várias maneiras, seja pelo padrão de alteração da diversidade microbiana ou pelo tipo e localização do supercrescimento bacteriano. Um exemplo importante nesse contexto é a SIBO, que se caracteriza pelo número excessivo de bactérias no intestino delgado.
Como é feito o Diagnóstico?
O diagnóstico da disbiose intestinal pode ser realizado por meio de exames que analisam o ar da respiração, como os testes respiratórios, ou pela coleta de líquido do intestino. Segundo o especialista Ithalo Rodrigo, profissionais como gastroenterologistas e coloproctologistas são os mais indicados para a avaliação inicial. O diagnóstico é confirmado com base em exames que mostram alterações, em conjunto com sintomas gastrointestinais compatíveis.
Esse foi o mesmo processo que Gabi Brandt utilizou para descobrir sua condição. Em um vídeo compartilhado no TikTok, ela explicou que estava em busca de mais informações e pediu orientação aos seguidores, já que o tratamento inicial não apresentou sucesso. “Fiz um teste de hidrogênio expirado e descobri que estava com SIBO. No começo, acreditei que era apenas uma questão de gases, mas, ao postar uma foto, surgiram rumores sobre uma possível gravidez. Eu sabia que não era só coisa da minha cabeça, realmente estava com a barriga inchada”, revelou Gabi.
Tratamento e Dieta
O tratamento para a disbiose intestinal normalmente envolve o uso de antibióticos, e a dieta é uma medida complementar importante. É geralmente recomendada uma alimentação pobre em alimentos fermentáveis, como os FODMAPs, para ajudar no controle dos sintomas.
Como Prevenir a Disbiose?
A principal causa da disbiose está relacionada ao estilo de vida. Dietas ricas em produtos ultraprocessados, falta de atividade física, estresse elevado e sono inadequado são fatores que aumentam a predisposição à condição. Portanto, adotar hábitos saudáveis pode ajudar na prevenção dessa disbiose e promover uma melhor saúde intestinal.

