Segurança em foco na Baixada Fluminense
A discussão sobre segurança pública domina as redes sociais locais da Baixada Fluminense, com relatos frequentes sobre a atuação da Força Municipal Armada em Duque de Caxias e apreensões de armas em Belford Roxo. Os moradores também expressam preocupação com furtos de cabos de energia em Caxias e operações contra o tráfico em Nova Iguaçu, que incluem apreensões de drogas. Embora obras e programas culturais também sejam mencionados, o tema da segurança predomina nas publicações.
Dados oficiais mostram cenário preocupante
O Panorama de Segurança Pública do Estado do Rio 2015 – 2025, elaborado pela Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro (Firjan), aponta que 57 mil pessoas foram mortas na região nesse período. Na Baixada Fluminense, o impacto é evidente: em 2025, Belford Roxo registrou 1.645 roubos de rua, Nova Iguaçu teve 3.689 e Duque de Caxias 4.157. Quanto aos crimes de letalidade violenta, os números são igualmente alarmantes, com 148 mortes em Belford Roxo, 250 em Nova Iguaçu e 275 em Duque de Caxias.
Planos de governo priorizam segurança
Os principais candidatos ao governo do estado, Eduardo Paes (PSD), Douglas Ruas (PL) e Anthony Garotinho (Republicanos), incluem a segurança como ponto central em seus programas. Paes defende ações conjuntas com as Forças Armadas e investigações sobre o financiamento do crime organizado. Ruas aposta na retomada dos territórios com policiamento e monitoramento específicos para cada comunidade. Garotinho propõe a criação de um batalhão com 5 mil homens para operações de ocupação em áreas dominadas por facções.
Alianças políticas e influência regional
A liderança de Paes nas pesquisas reflete suas articulações estratégicas na Baixada Fluminense. Sua aliança com a família Reis, especialmente com Jane Reis (MDB), vice em sua chapa e irmã do ex-prefeito Washington Reis, fortalece sua presença no terceiro maior colégio eleitoral do estado. Paes também se uniu ao grupo do ex-prefeito de Nova Iguaçu, Rogério Lisboa (PP). Garotinho conta com o apoio de Waguinho (Republicanos), ex-prefeito de Belford Roxo e candidato ao Senado. Douglas Ruas mantém diálogo com sua base política, sendo filho do prefeito de São Gonçalo, Capitão Nelson (PL).
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Fonte: londrinagora.com.br
Perfil do eleitorado da região
Duque de Caxias, com 635.079 eleitores aptos para 2026, é o terceiro maior colégio eleitoral do estado, atrás do Rio de Janeiro (4.950.429) e São Gonçalo (653.494). Nova Iguaçu ocupa a quarta posição, com 615.377 eleitores, seguida por Belford Roxo, com 346.337 votantes. Nas três cidades, o eleitorado é composto por 54% de mulheres e 46% de homens.
Desafios socioeconômicos na Baixada
A Baixada Fluminense apresenta um Índice Firjan de Desenvolvimento Municipal (IFDM) médio de 0,5316, 14,6% abaixo da média estadual de 0,6224, o pior desempenho entre as regiões do Rio de Janeiro. O índice avalia aspectos como educação, saúde, emprego e renda, apontando desafios estruturais que impactam a qualidade de vida na região.
Dinâmica política local independente da polarização nacional
As alianças políticas na Baixada Fluminense refletem uma dinâmica própria, distante da polarização entre petismo e bolsonarismo. A parceria de Eduardo Paes com Washington Reis, aliado de Jair Bolsonaro, e a construção de sua chapa em acordo com o presidente Lula e o prefeito petista Washington Quaquá evidenciam essa autonomia nas articulações. Os líderes locais mantêm influência relevante, com trajetórias políticas consolidadas na região e alinhamentos que transcendem o debate nacionalizado.
Relevância da Baixada para as eleições estaduais
Com um eleitorado expressivo e lideranças locais influentes, a Baixada Fluminense se destaca como peça-chave para os candidatos ao governo do estado. A capacidade de negociação e o entendimento das especificidades regionais são decisivos para as estratégias eleitorais rumo ao Palácio Guanabara.
Expectativas dos moradores
Entre os eleitores, a preocupação com segurança, saúde e infraestrutura é constante. A empresária Tuanny Goulart, de Nova Iguaçu, cobra melhorias nessas áreas e espera que o próximo governador cumpra as promessas feitas. A dona de casa Cristina do Nascimento, também de Nova Iguaçu, mantém uma esperança cautelosa por avanços que atendam às necessidades da população. Já a aposentada Sonie Gruschke, de Mesquita, destaca a dificuldade no atendimento à saúde e critica o sistema de regulação, o SisReg.
Projeto Tamo Junto: acompanhamento do processo eleitoral
O projeto Tamo Junto, parceria do EXTRA com o Laboratório de Partidos, Eleições e Política Comparada (Lappcom) da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e da Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro (UFRRJ), acompanha o processo eleitoral em sete regiões do estado. O foco está em identificar problemas, apontar soluções e analisar propostas dos principais candidatos, oferecendo uma visão detalhada das eleições e seus impactos locais.

