Rock in Rio transforma o Rio de Janeiro em epicentro musical
Elton John, Maroon 5, Foo Fighters, Gilberto Gil e Ivete Sangalo estão entre os artistas que prometem agitar o Rio de Janeiro durante o Rock in Rio 2026. Ao todo, 190 atrações — sendo 45 internacionais — se apresentam em sete dias de festival, nos dias 4, 5, 6, 7, 11, 12 e 13 de setembro. A expectativa é que 700 mil pessoas participem, reforçando o evento como um dos maiores festivais de música do mundo.
Impacto econômico e geração de empregos
Um estudo da Fundação Getúlio Vargas (FGV), encomendado pelo Rock in Rio, aponta que o festival deve movimentar R$ 3,3 bilhões na economia do estado do Rio de Janeiro, um crescimento de 5% em relação à edição de 2024. Esse valor considera gastos com hospedagem, alimentação, transporte, turismo e outros serviços consumidos por turistas e moradores durante os dias de evento. A pesquisa também estima a criação de 33,9 mil empregos — 22,8 mil diretos e 11,1 mil indiretos — com um faturamento 14% maior que na edição anterior.
Turismo em alta e diversidade do público
Do público esperado, 66% vem de fora do município, incluindo o interior do estado, outras regiões do Brasil e países estrangeiros, um aumento de 20% em relação a 2024. Para Gustavo Mostof, diretor de relações institucionais do Rock in Rio, trata-se de um evento com forte caráter turístico. “Cerca de 49% do público é de fora do estado do Rio e 66% de fora da cidade. É um evento que movimenta a cidade inteira, não apenas o entorno da Cidade do Rock”, destaca.
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Victor Hugo da Silva, taxista de 58 anos que atua na zona sul do Rio de Janeiro, confirma essa movimentação: “A cidade já está cheia de turista desde a semana passada. Tem gente de outros estados e muitos gringos; eles vêm para o Rock in Rio, mas chegam antes para passear. Para nós, taxistas, é muito bom. As praias estão lotadas e os bares também.”
Transporte e hospedagem: desafios e oportunidades
Segundo projeção da Rodoviária do Rio, o feriado de 7 de setembro, junto ao festival, deve atrair cerca de 500 mil passageiros ao terminal entre os dias 3 e 14 de setembro. Dados da ClickBus indicam que 77% dos viajantes que vão ao Rock in Rio optam pelo transporte rodoviário, enquanto 19% preferem o avião.
O médico Jorge de Souza, 55 anos, de Florianópolis, já está na cidade para curtir o festival. Ele participou da primeira edição em 1985 e retorna a todas as edições sempre que possível. Desta vez, veio com a esposa Flávia e o filho Marcelo para assistir ao show de Elton John. “O festival é um programa de família para nós. Aproveitamos também para conhecer o Rio de Janeiro”, conta.
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Fonte: bh24.com.br
Rede hoteleira e Airbnb refletem a procura pelo festival
A rede hoteleira do Rio projeta ocupação acima de 80% em setembro, atingindo picos superiores a 90% durante o Rock in Rio. Segundo Alfredo Lopes, presidente da HotéisRio, o festival é fundamental para a hotelaria local, especialmente por ocorrer em um mês fora da alta temporada. Em anos sem o festival, a taxa de ocupação não ultrapassa 65% nesse período.
Com relação aos preços, a diária média dos hotéis está cerca de 20% mais cara que no mesmo período do ano passado, conforme levantamento da Hoteis.com. O Airbnb também registra crescimento: buscas por acomodações no Rio de Janeiro para o festival subiram quase 25% em comparação com 2024.
Principais origens dos visitantes nacionais e internacionais
Entre os hóspedes brasileiros que buscam acomodação pelo Airbnb para o Rock in Rio, destacam-se moradores de São Paulo (SP), Belo Horizonte (MG), Brasília (DF), Curitiba (PR) e Campinas (SP). No cenário internacional, os visitantes mais frequentes vêm dos Estados Unidos, Argentina, Chile, Colômbia e Alemanha, reforçando o caráter global do evento e sua importância para a circulação cultural na cidade.

